Autor: David Hillson
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O antigo Primeiro Ministro Britânico Winston Churchill disse uma vez “Um pessimista enxerga a dificuldade em cada oportunidade; um otimista enxerga a oportunidade em cada dificuldade.” Isso expõe um link interessante entre pessimismo, otimismo e atitude ao risco. Um resultado do pessimismo é uma ênfase exagerada nas ameaças que poderiam levar alguém a se tornar avesso ao risco, esperando para evitar ou minimizar resultados negativos sempre que possível, e tornar-se super proativo. Ao contrário, o otimismo pode produzir uma excessiva concentração nas oportunidades, que pode resultar numa atitude em busca do risco, procurando o lado positivo em cada incerteza, e se expondo muito ao risco.
Ser sempre pessimista ou otimista não nos ajudará a ser completamente eficazes em gestão de riscos. Se somente olharmos para as ameaças perderemos potenciais benefícios. Mas um foco exclusivo nas oportunidades resultará em problemas acontecendo que poderão ser evitados. Precisamos, então, de certo equilíbrio entre ambas as perspectivas, permitindo negociações entre ameaças e oportunidades, para que tenhamos uma melhor chance de atingir nossos objetivos. No lugar do pessimismo ou otimismo, precisamos mirar no alvo do realismo.
Uma visão realista da situação encontrará ambos ruins e bons riscos, incluindo ameaças e oportunidades. Ambos os tipos de riscos precisam ser identificados e avaliados para desenvolvemos e implementarmos respostas eficazes que vão evitar ou minimizar as ameaças, enquanto captura ou fomenta as oportunidades.
Os seguintes passos nos ajudarão a garantir o realismo em nossa abordagem de gestão de riscos:
* Reconhecer e valorizar perspectivas diferentes. Nosso processo de risco deve encorajar e usar entradas de ambos pessimistas e otimistas. Precisamos ouvir pessoas que nos alertam em que pode dar errado, bem como aquelas que nos demonstram que estamos esquecendo alguma coisa. Devemos também permitir que pessoas explorem possíveis oportunidades que podem resultar em ganhos não planejados.
* Incluir o desafio aos amigos no processo de riscos. A função de “advogado diabo” pode ser muito útil no teste de atitudes aos riscos. Forneça a alguém a função de perguntar ingenuamente ou fazer perguntas difíceis durante os workshops de riscos: “Por que fazemos isso da mesma maneira? Por que não tentamos outra coisa? Que acontece se…?”
* Usar auditoria independente como uma verificação de senso. Trazer um auditor externo para rever o processo de risco e suas saídas pode revelar tendências estabelecidas ou habituais para pessimismo ou otimismo. Um especialista independente pode sugerir alternativas de como pensar e agir que fornecerá importantes novos insights.
* Monitorar o desempenho. Comparar o que realmente acontecer com o que foi previsto pode indicar se estamos sendo muito negativos ou muito esperançosos. Isso pode permitir ações corretivas a serem tomadas para ajustar as fontes de influências que surgem do pessimismo ou do otimismo.
* Gerenciar as atitudes aos riscos. Indivíduos e grupos devem aprender a compreender suas atitudes aos ricos e serem capazes de modificá-las quando necessário. A literatura emocional oferece um gama de técnicas úteis que podem ser usadas para apoiar na gestão proativa dos riscos, colaborando contra o pessimismo ou otimismo e escolhendo as atitudes apropriadas aos riscos que ajudarão a alcançar os nossos objetivos.
É fácil nos categorizar ou outras pessoas como pessimistas ou otimistas, e nos permitir a sermos forçados na adoção de atitudes inapropriadas aos riscos. Ao contrário, deveríamos reconhecer as influências que essas tendências podem produzir, e deveríamos ser realistas em nossas avaliações de verdadeira exposição aos riscos que enfrentamos. Somente, então, seremos capazes de gerenciar os riscos de maneira eficaz.
Traduzido por Marconi Fábio Vieira
9 de julho de 2009
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Marconi Fábio Vieira, PMP, MVP in Project
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