O relatório mais recente da FinOps Foundation deixa claro: o FinOps mudou de patamar.
Se antes o foco estava concentrado em otimização de custos em cloud pública, agora o cenário é muito mais amplo — e estratégico. A gestão financeira da tecnologia passou a incluir IA, SaaS, data centers, licenciamento e até custos de mão de obra.
Mais do que isso: FinOps deixou de ser uma prática operacional e tornou-se um mecanismo de financiamento da inovação.
Neste artigo, exploramos os principais movimentos do State of FinOps 2026 e como as organizações podem estruturar uma abordagem integrada envolvendo estratégia, governança e tecnologia.
1️⃣ IA no Centro da Agenda
A inteligência artificial é hoje o principal vetor de transformação tecnológica — e também o maior desafio de previsibilidade financeira.
Segundo o relatório:
- 98% das organizações já gerenciam gastos com IA
- AI cost management é a principal competência a ser desenvolvida
- Muitas empresas estão sendo pressionadas a financiar iniciativas de IA por meio de ganhos de otimização
Ou seja: FinOps tornou-se peça-chave na viabilização da estratégia de IA.
A agenda é dupla:
- Gerenciar custos de IA com disciplina
- Usar IA para aumentar a produtividade das equipes de FinOps
Isso exige novos modelos de governança, forecasting e mensuração de valor.
2️⃣ FinOps Multitecnologia: Muito Além da Cloud
O escopo do FinOps expandiu de forma definitiva:
- 90% gerenciam ou planejam gerenciar SaaS
- 64% incluem licenciamento
- 57% cobrem private cloud
- 48% abrangem data center
- 28% começam a considerar custos de mão de obra
A gestão financeira da tecnologia agora precisa ser integrada.
Cloud isolada já não representa o cenário real das organizações. O desafio está em consolidar dados de múltiplas fontes, padronizar informações e criar uma visão unificada de custo e valor.
É aqui que governança e dados confiáveis tornam-se ativos estratégicos.
3️⃣ De Economia para Geração de Valor
O relatório mostra um ponto interessante: as “grandes economias” já foram capturadas.
Agora, o foco mudou.
As organizações mais maduras estão priorizando:
- Unit economics
- Forecasting avançado
- Governança e políticas
- Influência na seleção de tecnologias
- Quantificação do valor da IA
O FinOps moderno não pergunta apenas:
“Quanto economizamos?”
Ele pergunta:
“Como conectamos tecnologia a resultado de negócio?”
Essa mudança eleva o papel do FinOps dentro da organização — hoje, 78% dos times reportam diretamente a CTO ou CIO.
Onde Entra a Abordagem Consultiva?
Ferramentas são fundamentais.
Mas maturidade não nasce da ferramenta — nasce da estratégia.
Para evoluir no novo cenário de FinOps, três pilares são essenciais:
🔹 1. Diagnóstico de Maturidade
- A organização gerencia apenas cloud pública?
- Existe visibilidade consolidada de SaaS e licenciamento?
- Há governança de custos de IA?
- O forecasting está integrado ao planejamento estratégico?
Sem um diagnóstico claro, é impossível evoluir.
🔹 2. Estrutura Organizacional
O modelo predominante hoje é:
- Times enxutos
- Estrutura centralizada ou hub-and-spoke
- Champions distribuídos nas áreas de engenharia e produto
Mas isso exige clareza de papéis, responsabilidades e processos bem definidos.
🔹 3. Framework de Governança
Um modelo robusto deve incluir:
- Políticas financeiras e de consumo
- Showback ou chargeback
- KPIs financeiros e operacionais
- Simulações pré-implantação (Shift Left)
- Modelos de mensuração de valor da IA
Essa estrutura transforma FinOps em um habilitador estratégico — não apenas um centro de controle.
O Papel da Tecnologia: Visibilidade e Automação
Para sustentar essa governança multitecnologia, é essencial contar com plataformas que consolidem dados, ofereçam inteligência e permitam automação.
É nesse contexto que soluções como as da Flexera ganham protagonismo.
A Flexera oferece:
- Gestão de custos em ambientes híbridos e multicloud
- Governança de SaaS
- Gestão de ativos e licenciamento (ITAM/SAM)
- Visibilidade consolidada de tecnologia
Sem dados confiáveis e integrados, não há FinOps estratégico.
A plataforma atua como base operacional para:
- Forecasting preciso
- Identificação de oportunidades de otimização
- Governança contínua
- Apoio a negociações estratégicas
Estratégia + Governança + Tecnologia: O Modelo Integrado
O futuro do FinOps está na integração de três dimensões:
Estratégia
Define prioridades e direcionamento executivo.
Governança Consultiva
Estrutura processos, KPIs e modelo organizacional.
Plataforma Tecnológica (Flexera)
Garante visibilidade, automação e escala.
Ferramentas isoladas não resolvem governança.
Estratégia sem dados não escala.
E otimização sem visão de valor não sustenta inovação.
Conclusão
O State of FinOps 2026 confirma uma transformação definitiva:
FinOps não é mais apenas sobre reduzir custos.
É sobre financiar inovação, sustentar IA e conectar tecnologia a valor de negócio.
Organizações que estruturarem essa jornada de forma integrada estarão mais preparadas para crescer com previsibilidade e disciplina financeira.
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FinOps 2026 é sobre visão estratégica.
E o momento de evoluir é agora.
